DESPEDIDA A ZUENIR VENTURA

  • 09/10/2026

DESPEDIDA A ZUENIR VENTURA

A Fundação Museu da Imagem e do Som reproduz, com autorização do autor, esta homenagem a Zuenir Ventura, escrita por Ricardo Cravo Albin, primeiro diretor executivo da F.MIS.

DESPEDIDA A ZUENIR VENTURA

Hoje me despeço, com profunda tristeza, de Zuenir Ventura, companheiro de tantas décadas de vida cultural, de conversas, encontros, ideias e afetos.

Zuenir foi muito mais do que um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro. Foi um observador sensível do nosso tempo, um homem apaixonado pelo Rio de Janeiro, pela cultura, pela música e, sobretudo, pela memória do Brasil.

Nossos caminhos se cruzaram inúmeras vezes ao longo de mais de meio século. Compartilhamos o amor pela cultura brasileira e a certeza de que preservar a memória de um povo é também uma forma de cuidar de seu futuro.

Guardo com especial carinho sua presença e sua voz nos registros do Museu da Imagem e do Som, instituição tão ligada à minha própria trajetória. E guardo, acima de tudo, o amigo: inteligente, generoso, bem-humorado e dono daquele otimismo que jamais o abandonou.

Zuenir certa vez deixou registrada uma frase que hoje ganha uma emoção ainda maior: “Espero que, quando eu morrer, o otimismo esteja na moda.”

Meu querido Zuenir, hoje a tristeza é inevitável. Mas talvez a melhor maneira de honrar sua vida seja justamente não permitir que a esperança desapareça.

Você parte, mas ficam sua palavra, sua lucidez, sua memória e o imenso legado que entregou ao Brasil.

Com minha saudade, minha admiração e meu abraço de sempre.

Ricardo Cravo Albin

Na foto da direita para esquerda, Rosa Freire d'Aguiar: Tradutora e jornalista, viúva do escritor Celso Furtado; Zuenir Ventura e Ricardo Cravo Albin.


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