TEM SAMBA NO MIS RJ!
- 01/02/2022
Pode preparar o seu confete e a serpentina, que no Museu da Imagem e do Som vai ter folia! Então já estamos esquentando os tamborins, ou melhor, revelando vários tesouros do nosso acervo musical. O setor sonoro do MIS já abriu alas, exibindo, da nossa discoteca, verdadeiras pérolas que vão encantar até quem não é amante da festa de Momo! São quatro discos para lembrar carnavais que sacudiram a cidade do Rio de Janeiro! Vamos começar falando de “Elizeth no Bola Preta com a Banda do Sodré”, de 1970, gravado ao vivo na sede do Bola Preta, o mais antigo bloco do carnaval carioca, famoso por arrastar multidões. Elizeth Cardoso, que foi madrinha do centenário bloco, canta três canções: “Sei lá, Mangueira”, “Foi um rio que passou em minha vida”, e “Jurar com lágrimas”... é a poesia de Paulinho da Viola marcando presença no disco. Reforçamos: foi gravado ao vivo e sem pausas, dá pra sentir o entusiasmo dos foliões!
A segunda preciosidade é “O Cacique de Ramos com Abílio Martins”. Esse disco, de 1967, que foi gravado em estúdio, mostra toda a força do Cacique, bloco tradicional da zona norte do Rio. Abílio Martins foi um grande intérprete de escola de samba, fez parcerias com Mano Décio da Viola, seu tio, e Chocolate do Salgueiro, brindando o carnaval carioca com diversos sambas. E tem músicas do eminente Agildo Mendes, sambista que marcou o Cacique de Ramos!
Saindo do subúrbio rumo à zona sul... imagine um bairro muito famoso, cercado de alegria por todos os lados: o LP “Banda de Ipanema”, lançado em 1977, tem narração do jornalista Sérgio Chapelin e foi produzido e dirigido pelo também jornalista Sérgio Cabral. Esse disco foi gravado ao vivo, com gente cantando, o calor da animação, samba ecoando nos corações e tomando as ruas. A Banda teve padrinhos e madrinhas ilustres, como Clara Nunes, Cartola, Clementina de Jesus, Oscar Niemeyer e muitas outras personalidades notáveis. Além disso, é Patrimônio Cultural Carioca, foi o primeiro bem imaterial tombado pelo município do Rio de Janeiro.
Acha que acabou? Que nada! tem também outro disco muito especial, uma raridade: “As Dez Grandes Escolas Cantam para a Posteridade seus Sambas-enrêdo de 1968”. Gravado no ano anterior, foi lançado como uma “Edição Fonográfica do Museu da Imagem e do Som”. É importante registrar que esse disco foi pioneiro e iniciou a tradição dos lançamentos em disco de sambas-enredo de escolas de samba.
São outros carnavais! E como o MIS vai desfilar na avenida da história, vem aí uma programação “carnavalesca” com exposição, podcasts e encontros que vão falar, principalmente, de carnaval de rua: em todos esses quesitos você vai dar 10! Nota 10!
Tetê Nóbrega
Publicado em 1/2/22 por Tetê Nóbrega



