NO DIA MUNDIAL DO RÁDIO, O LEGADO DE ROQUETTE-PINTO!

  • 13/02/2023

NO DIA MUNDIAL DO RÁDIO, O LEGADO DE ROQUETTE-PINTO!

“Todos os lares espalhados pelo imenso território do Brasil receberão livremente o conforto moral da ciência e da arte; a paz será realidade definitiva entre as nações. Tudo isso há de ser o milagre das ondas misteriosas que transportam no espaço, silenciosamente, as harmonias. ”

Esta frase foi dita na Sessão Inaugural da Radio Sociedade, em 1923, por Edgar Roquette-Pinto, um homem múltiplo, tão extraordinário que um pássaro do Brasil central recebeu o nome de Phylloscartes Roquettei, numa justa homenagem de sua amiga Emilie Snethlage, uma das maiores cientistas do Brasil.

Hoje, 13 de fevereiro, é Dia Mundial do Rádio e precisamos lembrar deste “homem pássaro”, desbravador, um dos grandes divulgadores da ciência no país. Edgard Roquette-Pinto amava a natureza e voou alto pelo Brasil. Ele vislumbrava um futuro mais justo. Sabia que as asas do saber libertam. Acreditava no poder que o conhecimento teria se compartilhado pelas regiões mais remotas de um país gigantesco e carente.

Roquette-Pinto foi médico, antropólogo, etnólogo, ensaísta, poeta, radialista e é considerado o pai da radiodifusão no Brasil. Estudioso incansável participou da Missão Rondon, em 1911, este fato marcou sua trajetória como cientista. Encarou rios, florestas, pântanos, enfrentou doenças que deixaram sequelas, mas nada escapava de seu olhar científico, ávido por experiências e descobertas. Roquette era um intelectual incentivador da ciência e da tecnologia como alavancas de transformação.

Em 7 de setembro de 1922 aconteceu a primeira transmissão de rádio no país: o discurso do presidente Epitácio Pessoa, na abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência, na Praça XV. A primeira sede do Museu da Imagem e do Som é, originalmente, o Pavilhão da Administração e Distrito Federal, edificado na época para a exposição. Na linha de frente, Roquette-Pinto, visionário que era, reconhecia o rádio como instrumento que iria atingir regiões esquecidas do Brasil. Elas seriam alcançadas com informação, conhecimento, cultura. Em suas palavras, o rádio era “o jornal de quem não sabe ler, o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças; o consolador do enfermo; o guia dos sãos, desde que o realizem com o espírito altruísta e elevado. ”

Roquette-Pinto liderou a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com o apoio de Henrique Morize, presidente da Academia Brasileira de Ciências. Mas só em setembro de 1923 tivemos o início efetivo das transmissões radiofônicas. Entusiasmo, idealismo e paixão moveram esse início do rádio no Brasil.

Antes de Roquette-Pinto, tivemos o padre e cientista gaúcho Roberto Landell de Moura, considerado um gênio pioneiro: a mais antiga transmissão de voz por ondas de rádio foi realizada por ele, no dia 16 de julho de 1899, em São Paulo. Landell é patrono dos radioamadores brasileiros.

O rádio mudou, além do dial, está em várias plataformas. Lembramos que o caro ouvinte tem a Web Rádio MIS RJ, que une passado e presente, com uma programação histórica! Roquette-Pinto e o padre Landell ficariam orgulhosos! Viva o Dia Mundial do Rádio!

Para pesquisar o mundo radiofônico basta enviar e-mail para saladepesquisa@mis.rj.gov.br e agendar uma visita ao Centro de Pesquisa e Documentação Ricardo Cravo Albin.

Publicado em 13/02/23 por Tetê Nóbrega


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