Dia das crianças: Nossos Pequenos Grandes Mestres
- 12/10/2023
Hoje, dia 12 de outubro, celebramos o dia das crianças com profunda gratidão por aqueles que, ao longo dos anos, se tornaram eternos compositores das nossas vidas. Assim como as melodias atemporais que ecoam nas paredes do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, a sabedoria e a experiência destes que ainda muito jovens enriquecem nossas histórias de vida de maneira inigualável.
Cada um representado é como uma canção preciosa, cuja letra e melodia se formaram ao longo de décadas de experiências, amores, desafios e conquistas. Assim como os compositores que deixaram suas marcas nas coleções do MIS RJ.
Hoje, celebramos não apenas o dia das crianças, mas a riqueza que ela traz. Os mestres da vida, com uma vasta biblioteca de histórias e lições que merecem ser compartilhadas e valorizadas. Assim como as canções que nos emocionam e nos fazem refletir, suas palavras e experiências têm o poder de inspirar e unir gerações.
Neste dia das crianças, lembramos que a idade é apenas um número, mas a sabedoria que estes pequenos compositores nos deixaram é inestimável. Assim como um legado de música que perdura até os dias de hoje, deixam amor, resiliência e sabedoria que toca os corações daqueles que têm a honra de compartilhar suas vidas.
Que este dia seja uma homenagem a cada um destes eternos jovens compositores, eternos em nossas vidas, e que possamos aprender, celebrar e apreciar tudo o que fizeram. Feliz dia das crianças!
No final do século XIX, mais precisamente em 1897, nasceu nosso primeiro protagonista e sujeito de sua própria história: Pixinguinha. Iniciou na vida musical ainda muito cedo, com apenas onze anos e com o apelido de “carne assada” por ser seu prato preferido, circulava pela cidade tocando nas casas musicais da Lapa, pelos teatros da Praça Tiradentes e eventualmente marcava presença nas festas da famosa baiana Tia Ciata, na Praça Onze.
Jacob do Bandolim nasceu no ano de 1918 e ainda criança ouvia seu vizinho francês tocar violino no bairro da Lapa. O encantamento foi a força que o moveu para aprender a tocar o instrumento de forma autodidata. Logo depois do episódio, ganhou seu primeiro bandolim e sozinho aventurou-se nas primeiras notas em Dó e Ré maior que o tornaria o grande nome do choro. Aos treze anos compôs sua primeira composição e que era ouvida pelas rodas de chorinho no bairro.
Elza Soares, nascida em 1937 e oriunda do “planeta fome”, encantava e cantava com sua Lata d´água na cabeça, descendo o morro da Pedreira da Harmonia, na Água Santa. Iniciou sua carreira artística com o primeiro lugar no programa Calouros em desfile de Ary Barroso, na Rádio Tupi, em 1953, com apenas 16 anos.
Nilze Carvalho, nasceu em 1969 e aos 5 anos de idade foi flagrada pelo irmão mais velho tocando “Acorda Maria Bonita”, no cavaquinho. A partir disso foi incentivada no meio familiar a dedicar-se à música. Aos 6 anos realizava apresentações na Rádio Solimões e na TV Rio com João Roberto Kelly e no Fantástico, da TV Globo.
A História da Infância no Brasil reconheceu os pequenos como sujeitos somente no final do século XIX. Mas foi somente no século seguinte que a criança foi reconhecida no Brasil por meio do Código de Menores, no ano de 1927 que norteou o direito do menor e instituiu a data do dia 12 de outubro como dia das Crianças.
Quatro trajetórias de pequenos que foram grandes mestres. Todos tiveram sua importância e foram protagonistas de suas próprias histórias. Hoje essa memória está guardada e registrada no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Todos esses relatos estão disponíveis ao público pesquisador e pode ser conferido no Centro de Pesquisa Ricardo Cravo Albin.
*Colaboraram no conteúdo histórico e fotografias: Aline Soares, Daiane Lopes e Lívia Lima.
O MISRJ, preparou uma playlist para o dia de hoje, confira a nossa programação.






