MARIANA VIELMOND PARTICIPA DA “MOSTRA JOSÉ WILKER” AO LADO DO PRESIDENTE DO MIS RJ
- 02/08/2024
Começou ontem (1/8), a “Mostra José Wilker”, organizada pelo MIS RJ para o Festival Internacional de Cinema de Paraty, com a exibição do primeiro filme, “Os Inconfidentes”, na Casa de Cultura, palco da grande festa de abertura do evento.
O debate sobre o filme com a roteirista Mariana Vielmond, filha de José Wilker, e o presidente do MIS RJ, Cesar Miranda Ribeiro, mediado pela jornalista do museu, Márcia Benazzi, discorreu sobre o encantamento do ator com o cinema, que ele amava! Mariana, compartilhou com o público presente na sessão, trechos do texto “Um olho no futuro”, do livro “Como deixar um relógio emocionado”, com as crônicas que Wilker escreveu para o Jornal do Brasil durante alguns anos. E também, de como era a relação dele com os livros, cercado por milhares de exemplares na sua biblioteca casa. Falou sobre a doação do acervo com mais de 16 mil itens para o MIS RJ, e de como esse rico material encontrou o acolhimento necessário para continuar encantando o público de muitas gerações futuras.
Para o presidente Cesar, que recebeu de Mariana e sua irmã Isabel Wilker, a doação do acervo em 1º de fevereiro de 2024, e que se constitui na Coleção “Na cabeça do Zé, acervo José Wilker”, essa ação representa um marco em sua gestão, pela confiança depositada na instituição para catalogar os 9.103 livros, 4.500 DVDs e 2.500 CDs, e que agora “integra o patrimônio da sociedade Fluminense, tornando-se herança para a cultura nacional. Nossa meta é que o acervo inteiro esteja catalogado e disponível para consultas e pesquisas até o final de 2024”, afirmou.
O filme exibido na tarde de uma quinta-feira de sol e céu azul de Paraty, “Os Inconfidentes”, foi a estreia do ator José Wilker como protagonista no cinema, em 1972, sob a direção do premiado Joaquim Pedro de Andrade. Em seu Depoimento para a Posteridade prestado ao MIS RJ, em 29 de junho de 2011, José Wilker disse sobre o convite do diretor para interpretar o mártir Tiradentes – “Pra mim, esse foi outro papel que eu quis recusar. O filme, a gente não tinha noção do que era o filme. O Joaquim era muito preciso, muito inteligente, mas nós do elenco, em parte bêbados, não tínhamos noção. Quando eu vi o filme fiquei bestificado. Eu me sinto muito honrado de ter feito parte desse projeto”.
O mesmo sentimento que José Wilker expressou em seu depoimento, nós também sentimos ao assistir, na telona, o trabalho realizado pela equipe de atores, técnica e direção. Mas o destaque é mesmo para a atuação do jovem protagonista, que nos brindou com um Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, um dos líderes do movimento conhecido como Inconfidência Mineira, de maneira brilhante e impactante. Obrigada José Wilker por nos arrebatar desta forma como espectadores de uma obra-prima do Cinema Brasileiro.
Publicado em 2/8/2024 por Márcia Benazzi






