UMA GRAVAÇÃO HISTÓRICA PARA O MIS RJ! O DEPOIMENTO PARA A POSTERIDADE DO CLARINETISTA JOSÉ BOTELHO!

  • 26/02/2025

UMA GRAVAÇÃO HISTÓRICA PARA O MIS RJ! O DEPOIMENTO PARA A POSTERIDADE DO CLARINETISTA JOSÉ BOTELHO!

Ele chegou bem devagar, com o apoio de uma bengala e o amparo do filho José Maurício. José Botelho, o maior clarinetista brasileiro, que completou 94 anos na véspera da gravação, encantou com o seu jeito simples, toda a equipe do MIS RJ! O neto Felipe, de 12 anos, veio prestigiar esse momento marcante do avô famoso! Aos poucos, os abraços carinhosos e o reencontro fraterno com os 6 amigos convidados para o evento, encheu de alegria o auditório centenário do Museu da Imagem e do Som, da Praça XV,ontem,25 de fevereiro.

A memória do carioca José Botelho impressionou, pelos detalhes descritos desde a infância, passada na cidade do Porto, norte de Portugal, para onde se mudou com os pais, Fernando e Maria José, quando tinha apenas 2 anos de idade. Assim como a iniciação musical incentivada por um amigo da família, até a sua entrada no Conservatório de Música do Porto, para estudar clarineta com o seu mestre, Alberto da Costa Santos. E foi uma pergunta desse professor que não o fez desistir de ser músico, coisas do destino, sorte nossa, porque fomos presenteados com a sua genialidade musical! Além das lembranças vivas, toda a sua trajetória, narrada com tiradas muito engraçadas, era acompanhada por batuques na mesa e cantorias de trechos melódicos! Os amigos lembraram de muitos acontecimentos, quando tocaram com José Botelho nas Orquestras Sinfônicas, além das viagens excursionando pelo Brasil e no exterior e claro, momentos de aprendizado com o colega clarinetista, do respeito mútuo, da generosidade em situações delicadas, do quanto até hoje trocam informações sobre música e a vida, em geral. Alguns foram seus alunos e guardam no coração, aquela gratidão dos ensinamentos ministrados com ética, qualidade, técnica e seriedade!

Participaram da gravação como entrevistadores: Randolf Miguel (Maestro, pesquisador e professor), Harold Emert (Oboísta e compositor norte americano-brasileiro), Celso Woltzenlogel (Flautista, professor e Doutor em Educação), Paulo Sérgio Santos (Clarinetista e professor), Zdenek Svab (Trompista e professor), e Paulo Passos (Mestre em Música, clarinetista e saxofonista). O Depoimento para a Posteridade do clarinetista José Botelho foi conduzido pela jornalista do MIS RJ, Márcia Benazzi, e contou com a equipe do museu, Cicinio Maia, coordenador técnico; André Luis, informática; Elson Ribeiro, mídias sociais; Vitor Sant'Anna, designer gráfico; e Karoline Freitas, técnica de vídeo.

Depois de quase 3 horas contando sobre a sua vida repleta de sabedoria e dedicação incondicinal e amor à música, José Botelho, ao lembrar da esposa, ficou profundamente emocionado e não conseguiu conter as lágrimas! Muito aplaudido pelos presentes, agradeceu o carinho de todos! É assim, de momentos inesquecíveis e muitas histórias reveladas, que o MIS RJ perpetua, para as próximas gerações, esses importantes acervos dos Depoimentos para a Posteridade. Um marco que mudou definitivamente, em 1966, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Passadas muitas décadas, continuamos a trilhar o mesmo caminho empreendido pelo seu criador, Ricardo Cravo Albin.

Publicado em 26/02/2025 por Márcia Benazzi


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