Exibição de documentário sobre Ricardo Cravo Albin marca os 60 anos da FMIS RJ!
- 15/05/2025
Em comemoração aos 60 anos da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, a FMIS RJ promoveu ontem (14/5), a exibição do documentário “O Cravo e a lapela – Vida e obra de Ricardo Cravo Albin”, com direção e produção de Wander Lourenço. O evento, realizado na Fototeca Estadual do Rio de Janeiro, foi marcado por muita emoção, no reencontro afetuoso de grandes amigos. Ricardo chegou à sede da Lapa acompanhado da sua sobrinha, Ana Paula Albin.
“É um prazer estarmos juntos para celebrar Ricardo Cravo Albin. Hoje, o museu está vivo, pulsante e cheio de novidades porque ele plantou as bases sólidas no início da trajetória da FMIS RJ. O documentário do Wander Lourenço é uma justa homenagem a um dos nomes mais importantes para a história da cultura brasileira. Um ser humano extraordinário que trabalha incansavelmente pela memória, pesquisa e preservação da música popular brasileira", afirmou o presidente da instituição, Cesar Miranda Ribeiro.
A sessão teve início às 16 horas, revelando a história familiar de Ricardo Cravo Albin, da infância à juventude, até o convite para dirigir o MIS RJ que acabava de ser inaugurado, em 3 de setembro de 1965. Os desafios foram muitos, narrados com propriedade por quem pensou o museu para a sua posteridade, para muitas décadas depois, repleto de grandes acervos e infinitas possibilidades e claro, colocando-o em um patamar de destaque em todo país. O documentário mostrou a paixão de Ricardo Cravo Albin pela música, seu compromisso com o museu, seus muitos amigos cantores, compositores, artistas que como ele, sempre trabalharam pela valorização da cultura. Ao final, Ricardo foi muito aplaudido, estavam todos emocionados e felizes com o filme.
Antes de iniciar a prosa literária sobre o documentário, Ricardo Cravo Albin agradeceu comovido a homenagem - "As pessoas veem e comprovam a força do MIS RJ para a cultura brasileira. O museu continua valorizando a cultura popular. Acompanho o museu desde 1965, e sei que não vou me equivocar ao dizer que a gestão do presidente é muito brilhante, muito insistentemente dentro das linhas gerais da cultura."
Wander Lourenço compartilhou os bastidores da produção: “O documentário foi feito durante a pandemia. O Ricardo é tão brilhante que conseguimos filmar tudo em apenas um dia. A primeira parte gravamos pela manhã, e pra disfarçar um pouco, após o almoço pedi para ele trocar de roupa, continuamos a tarde e ficou pronto. O nome foi escolhido por ele: o cravo é ele, e a lapela é a cultura brasileira.”.
Estiveram presentes amigos de longa data como Maria Eugênia Stein, ex-diretora da FMIS RJ; e convidados especiais como o vice-prefeito de Niterói, Antônio Barroco; a biógrafa de Cravo Albin, Maria Cecília Junqueira; a pesquisadora Maria Alice Volpe; o advogado e escritor Celso Gomes. Encerrando a noite, a cantora Morana Silveira emocionou o público ao interpretar "Carinhoso", de Pixinguinha, acompanhada em coro pelos presentes.
Uma cópia do documentário“O Cravo e a lapela – Vida e obra de Ricardo Cravo Albin”, direção e produção de Wander Lourenço, foi doada para o museu e está à disposição do público para consulta e pesquisa. Para solicitar o material basta enviar e-mail para saladepesquisa@mis.rj.gov.br e agendar uma visita ao Centro de Pesquisa, Memória e Documentação Ricardo Cravo Albin. A gravação do debate será disponibilizada posteriormente, no canal do YouTube da FMIS RJ. No ano em que completa 60 anos, a FMIS RJ convida o público a celebrar aqueles que fizeram e fazem da cultura brasileira um patrimônio inesquecível.










