Academia MIS destaca a importância dos setores Textual, Tridimensional e de Partituras

  • 16/07/2025

Academia MIS destaca a importância dos setores Textual, Tridimensional e de Partituras

Em comemoração aos 60 anos da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, aconteceu na tarde desta segunda-feira, 14/7, a sexta palestra da Academia MIS RJ de Cultura 2025. Eliane Antunes, responsável pelos setores Textual/Partitura e Tridimensional do museu, apresentou aos servidores a rotina técnica e curatorial desses acervos fundamentais para a preservação da memória cultural brasileira.

“O trabalho desenvolvido nesses setores revela a amplitude e a riqueza do acervo da Fundação. São objetos, documentos e partituras que contam a história da nossa cultura. Preservar e dar acesso a esses materiais é garantir que o legado da música, do teatro, do rádio e do audiovisual continue vivo”, afirmou o presidente da FMIS RJ, Cesar Miranda Ribeiro.

A palestra teve início com o setor Textual, formado por 33 coleções temáticas ou ligadas a personalidades da música, fotografia, teatro, rádio e cinema. Atualmente, o acervo conta com mais de 37 mil documentos inseridos no Banco de Dados online. Eliane explicou que, ao chegar ao museu, os documentos passam por uma quarentena de avaliação e são triados por tipo documental, com destaque para duplicatas, descartes, devoluções e transferências. Após a higienização, são catalogados e armazenados adequadamente. Entre os tipos documentais estão itens como correspondências, roteiros, anotações, relatórios e recortes de jornais.

Na sequência, Eliane apresentou o setor Tridimensional, composto por objetos com volume e três dimensões físicas, como instrumentos musicais, troféus, equipamentos e peças de vestuário. Esse setor reúne 969 objetos distribuídos em 24 coleções.

Por fim, a palestra abordou o setor de Partituras, que conta com mais de 85 mil itens inseridos no Banco de Dados. As partituras, manuscritas ou impressas, são fontes primárias riquíssimas da história musical brasileira. Eliane destacou a importância do acervo da Rádio Nacional, cujas partituras preservam informações preciosas como letra, tom, gênero musical e registros dos programas em que foram apresentadas.

A palestra também contou com a participação especial do pesquisador Roberto Gnatalli, que utiliza regularmente a sala de pesquisa da FMIS RJ. “A pesquisa que eu faço é sobre Radamés Gnattali. Graças a esse trabalho que a Eliane e a FMIS RJ fazem, todo esse cuidado, é o que possibilita que a gente possa fazer essa compilação, essa pesquisa, de materiais que não conseguimos fazer em uma pesquisa básica. Agradeço a todos por possibilitarem a nós, pesquisadores, a fazermos nossa pesquisa de uma forma tão aprofundada”, afirmou.

Além dos servidores da casa, esta edição da palestra contou com a presença da participante externa Roberjane Andrade, reafirmando o compromisso da Fundação em promover o diálogo entre o museu e a sociedade.

A Academia MIS de Cultura é um projeto que promove o intercâmbio de saberes entre os servidores e fortalece o entendimento sobre o funcionamento interno do museu. Os encontros acontecem mensalmente, sempre às segundas-feiras. Nesta edição de 2025, o projeto se abre à participação da sociedade, com a oferta de 5 vagas para o público externo, mediante inscrição no site: https://www.rj.gov.br/servico/inscricao-na-academi...

A próxima palestra da Academia MIS RJ está marcada para o dia 11/8 e será conduzida pelo setor Administrativo do museu. No ano em que completa 60 anos, a FMIS RJ convida o público a celebrar aqueles que fizeram e fazem da cultura brasileira um patrimônio inesquecível.

Publicado em 16/07/2025 por Marcelo Egypto


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