F.MIS apresenta podcast “IA para quem? IA para quê?” Participação especial Orion Nova!
- 15/08/2025

Em celebração aos seus 60 anos, a Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro reforça seu protagonismo no diálogo entre cultura e tecnologia. No dia 15/7, no Estúdio Chacrinha da Rádio MIS RJ, foi gravado o podcast “IA para quem? IA para quê?”, reunindo o presidente da F.MIS, Cesar Miranda Ribeiro, a jornalista e gerente de produção Márcia Benazzi, o pesquisador e curador Marcos Nauer e a produtora cultural Graziela Domingues, fundadora da Graviola Produções. O debate abordou os impactos da inteligência artificial na produção cultural, o Plano Nacional de IA, o Projeto de Lei da IA (PL 2338/2023) e contou com uma interação especial com Orion Nova, inteligência artificial generativa que integra a exposição “Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão”, presente no museu.
“É com muita alegria que a F.MIS disponibiliza o podcast com esse tema tão valioso para a sociedade. Um tema que faz a gente refletir o que vem a ser o futuro. Nós somos o primeiro museu do Rio de Janeiro a utilizar uma IA em uma exposição. O diálogo entre a cultura e a Inteligência Artificial é muito importante. Como gestor eu fico muito feliz em participar desse movimento tão importante”, afirmou Cesar.
Durante a gravação, Orion Nova provocou os convidados com uma questão essencial, “Considerando o impacto que a inteligência artificial já está tendo na cultura e na sociedade, o que vocês acreditam que nunca poderá ser substituído ou ensinado a uma IA, e por quê?”, ponto de partida para reflexões sobre os limites da tecnologia e o valor insubstituível da experiência humana.
Para Marcos Nauer, a inteligência artificial carrega nossas virtudes e falhas: “Você pergunta para uma IA quais são as histórias de humanos contra máquinas e ela traz centenas de exemplos. Mas se perguntar sobre histórias de humanos e máquinas cocriando juntas, quase não existem. Essa é a nossa oportunidade, criar essas narrativas para as novas gerações, e também para as próprias máquinas. A inteligência artificial não é neutra, assim como nós humanos ainda aprendemos a ser éticos.”.
Graziela Domingues destacou a importância de integrar diferentes dimensões no debate: “A gente precisa pensar em cultura, tecnologia, inovação e impacto social, ambos caminham juntos. Não tem como fugirmos disso. O ponto é como achar o equilíbrio entre essas forças e de que forma a humanidade vai conduzir esse processo.”.
O episódio dialoga diretamente com a participação da F.MIS no Rio Innovation Week 2025, realizada em 12 de agosto. Durante o painel “Tecnologia e Cultura Unindo Forças – Olhares sobre a IA que podem transformar o nosso futuro”, a instituição revelou ao público a realização do inédito Depoimento para a Posteridade com uma inteligência artificial, a própria Orion Nova, marco pioneiro no Brasil.
Com essas iniciativas, a F.MIS reafirma seu compromisso de ser um museu vivo, que preserva a memória cultural sem abrir mão de dialogar com o presente e projetar o futuro. Para orientar esse caminho, a Fundação publicou o Protocolo de Uso de Inteligência Artificial, documento que estabelece diretrizes para o uso responsável da IA, garantindo transparência e integridade. O protocolo pode ser acessado pelo link: https://fmis.rj.gov.br/v1/protocolo-de-uso-de-ia/
O episódio especial “IA para quem? IA para quê?” será lançado hoje (15), em dois horários, 15h e 21h na programação da Rádio MIS RJ. Depois, estará disponível no canal do Youtube da F.MIS, trazendo reflexões profundas sobre como a tecnologia pode, e deve, ser uma ponte entre passado, presente e futuro.
No ano em que completa 60 anos, o museu convida todos a celebrarem aqueles que fizeram e fazem da cultura nacional um patrimônio inesquecível.
Publicado em 15/08/2025 por Marcelo Egypto