Retrospectiva F.MIS 2025! O ano das conquistas memoráveis!
- 23/12/2025
Em 2025, a Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, começou o ano com o pé direito! Foram muitas as conquistas memoráveis para celebrar os 60 ANOS desta instituição pioneira no país! É o que vamos compartilhar nesta matéria, de janeiro a dezembro, ações e projetos que mobilizaram todos os servidores com entusiasmo, entrega absoluta e compromisso inexorável! Para os guardiões deste valioso tesouro, que é acervo da F. MIS, o trabalho não acaba quando o ano se encerra, ele se projeta para o futuro, para um 2026 repleto de ricas pontes alicerçadas na Cultura Brasileira!
“Foi um ano muito especial para a nossa Fundação. Desde que cheguei em 2021 e assumi a gestão pensava como seria este 2025, quando o Museu completaria 60 anos e confesso, todas as expectativas foram superadas. Conseguimos ampliar as parcerias em diferentes âmbitos; recebemos um imenso público na sede Lapa para duas exposições centenárias, Janete Clair e Chatô; produzimos importantes Depoimentos para a Posteridade, um deles inédito no mundo, com um não humano, a IA Generativa Orion Nova; atravessamos as fronteiras do município do Rio e estreitamos laços com entes culturais de várias cidades e também outros estados, além da aproximação estratégica com a Argentina; inauguramos à primeira Fototeca Estadual; premiamos jovens que expressaram com sensibilidade a sua relação com a cultura fluminense, através do primeiro Concurso Fotográfico. Com um número recorde de projetos de valorização, preservação e difusão da memória audiovisual do Brasil, almejo para a F.MIS, em 2026, mais projeção nacional e internacional, pela sua grandeza como instituição plural, democrática e inovadora, capaz de manter viva a chama do amor à cultura por muitas gerações”, afirmou o presidente da Fundação, Cesar Miranda Ribeiro.
Entre as iniciativas mais emblemáticas esteve a abertura do Estúdio Chacrinha de Podcast/Videocast para uso gratuito da sociedade, permitindo que cidadãos fluminenses produzissem conteúdos próprios ligados à cultura do estado, incorporando essas criações a um dos maiores acervos culturais do país. A Rádio MIS RJ seguiu em expansão, celebrando quatro anos no ar com estreias de videocasts, novos programas como o “Essência MIS”, em suas diferentes temporadas, projetos como “Vozes do Selo MIS” e debates que uniram música, rádio, memória e inovação.
A F.MIS também avançou de forma decisiva na preservação do seu acervo. Um marco histórico foi a eliminação total das antigas caixas de guarda, garantindo que todo o material estivesse organizado, acessível e em processo de catalogação. O inventário completo, que já soma quase um milhão de itens, reafirmou o compromisso da instituição com a salvaguarda da memória nacional. Ao longo do ano, a Fundação recebeu importantes doações, celebrou termos de incorporação de coleções relevantes e alcançou a marca de 45 coleções sob sua guarda.
As exposições tiveram papel central na relação com o público. Mostras como “Heranças: 150 anos da Imigração Italiana no Brasil”, “A fotografia pelas lentes do MIS RJ”, “Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão” e “Janete Clair 100 Anos – A Usineira de Sonhos” reforçaram o protagonismo do museu como espaço de reflexão sobre comunicação, imagem, som e identidade brasileira. Desde a abertura das exposições de Chatô e Janete Clair, mais de 6.700 visitantes passaram pela sede da Lapa, confirmando o alcance e a relevância dessas iniciativas.
Outro momento histórico foi a inauguração da primeira Fototeca Estadual do Rio de Janeiro, que consolidou a F.MIS como referência nacional na preservação da memória visual. A Fototeca ganhou também uma série própria nas redes sociais, aproximando o público do acervo por meio de conteúdos técnicos e curatoriais. A fotografia esteve ainda presente em fóruns, debates especializados e no lançamento do primeiro concurso fotográfico da Fundação.
O projeto Depoimentos para a Posteridade seguiu como um dos pilares da atuação institucional, registrando falas de artistas, intelectuais, pesquisadores, personalidades da música, da literatura, da cultura popular e até mesmo experiências inéditas, como o primeiro depoimento realizado por um não humano, a inteligência artificial Orion Nova. A relação entre cultura e tecnologia atravessou o ano com workshops, podcasts, debates públicos, apresentações em eventos de inovação, como o Rio Innovation Week, e o primeiro Workshop “IA Criativa e Cultura Viva – O MIS Que Virá”, reforçando a F.MIS como espaço de reflexão sobre o futuro da memória.
A Fundação ampliou significativamente sua atuação territorial. Viagens institucionais fortaleceram parcerias no interior do estado do Rio de Janeiro, passando por municípios como Duque de Caxias, Campos dos Goytacazes, Cantagalo, Cordeiro, Vassouras, Búzios e Rio das Ostras, além de articulações na Região Serrana. Nacionalmente, a F.MIS estreitou relações com museus e instituições culturais em São Paulo, Santos, Curitiba e outros estados, incluindo participações em fóruns, encontros técnicos, oficinas especializadas e ações conjuntas com outros MIS do país. No cenário internacional, a Fundação promoveu intercâmbio cultural e acadêmico com a Argentina, ampliando o diálogo com museus, centros culturais, escolas e universidades.
A música e o samba estiveram no centro de muitas ações. A Fundação celebrou acordos de cooperação com o Clube do Choro de Santos, com o Museu do Samba e com a Unidos de Vila Isabel, fortalecendo a preservação da memória musical brasileira e apoiando projetos ligados ao carnaval, à história do samba e a figuras fundamentais como Heitor dos Prazeres. Descobertas históricas, como uma parceria inédita entre Vinicius de Moraes e Luiz Bonfá com arranjo de Moacir Santos, ganharam nova interpretação e visibilidade. A F.MIS também marcou presença em festivais literários, como a FLIP, levando debates, podcasts e projetos culturais ao público.
O ano foi igualmente marcado por reconhecimento institucional. A Fundação celebrou seus 60 anos com uma noite histórica no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, relançou seu vídeo institucional comemorativo e reforçou sua identidade como guardiã da memória audiovisual brasileira. O presidente da F.MIS participou de debates públicos, entrevistas, fóruns nacionais e internacionais e foi condecorado com a Medalha Mérito Tamandaré, honraria que simboliza o reconhecimento da atuação institucional na preservação da história e da cultura do país. A Fundação tornou-se ainda o primeiro museu do Brasil a receber o certificado IPCEAT de Eficiência em Economia Criativa.
Ao longo de 2025, a F.MIS também se afirmou como espaço de educação, saúde e cidadania, promovendo palestras temáticas, oficinas técnicas, ações educativas, campanhas solidárias e iniciativas de integração com a sociedade. Seja abrindo seus estúdios, preservando acervos, promovendo debates, celebrando o samba, dialogando com a tecnologia ou expandindo parcerias, a Fundação reafirmou seu compromisso público com a memória, a cultura e a identidade fluminense e brasileira.
A retrospectiva de 2025 revela uma F.MIS ativa, plural e conectada com o seu tempo, um museu que honra o passado, atua no presente e constrói, de forma coletiva, o futuro da cultura no Brasil.
Publicado em 23/12/2025 por Marcelo Egypto e Márcia Benazzi
















