Artigo da Presidência da Fundação MIS

  • 23/12/2025

Artigo da Presidência da Fundação MIS

Após um ano de intensas e calorosas ações, chegamos ao fim de 2025, um período especialmente promissor para a Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Ao longo deste ano, estivemos ao lado da sociedade carioca e fluminense, reafirmando nosso compromisso com a cultura, a memória e o acesso democrático ao patrimônio cultural.

Podemos também afirmar, com orgulho, nossa responsabilidade para além das divisas do Estado do Rio de Janeiro. A Fundação MIS é plural, democrática e se estende a todos os cantos do Brasil. Afinal, de cada região desta grande nação partiu um brasileiro que veio ao Rio de Janeiro construir sua trajetória de sucesso, seja pelas ondas do rádio, pelas páginas das revistas, pela televisão ou pelas telas do cinema.

A Fundação MIS representa exatamente isso. Além de ter sido o primeiro museu do gênero no país, tornou-se protagonista na preservação e difusão da memória audiovisual brasileira. Cabe enaltecer, com respeito e gratidão, os grandes mestres que por aqui passaram, cada um contribuindo com capítulos fundamentais dessa história que hoje é compartilhada com diversos Museus da Imagem e do Som espalhados pelo Brasil.

Esse formato de museu, idealizado pelo então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, ecoa até os dias atuais. As palavras proferidas em seu discurso naquela tarde de 3 de setembro de 1965 atravessaram o tempo e chegaram até nós. Elas nos conduzem à certeza de que, a partir de 2026, com a entrega de mais um equipamento cultural pelo Governo, estaremos não apenas ampliando espaços, mas reafirmando a importância da imagem e do som que esta Fundação preserva.

Hoje, nosso acervo reúne quase um milhão de itens, entre fotografias, músicas, depoimentos para a posteridade, partituras, filmes e muito mais. Trata-se de um museu vivo, que não cessa de crescer, recebendo continuamente doações de personalidades do samba, da bossa nova, do choro e de tantas outras expressões culturais que formam a identidade brasileira.

É imprescindível lembrar, neste momento, das figuras que presidiram a Fundação e ajudaram a construir esse legado, como Maurício Quadrio, Ricardo Cravo Albin, entre tantos outros homens e mulheres que contribuíram de maneira decisiva. Mesmo aqueles que hoje não estão mais fisicamente na Fundação permanecem presentes, seja pela obra deixada, seja pela memória registrada. Todos fazem parte deste rico museu.

Agradeço às entidades governamentais e à sociedade civil que nos apoiam e nos retribuem sempre com atenção e respeito. Essa mesma atenção e respeito são devolvidos por toda a equipe da Fundação MIS, que, de forma coesa e comprometida, mantém viva e acesa a esperança de dias e projetos cada vez melhores.

Com a proximidade da entrega da futura nova sede do Museu da Imagem e do Som, em Copacabana, desejamos que o legado construído desde 1965 seja plenamente absorvido e ampliado. Que a nova sede inaugure um novo e exitoso capítulo na história da Fundação MIS, honrando seu passado e projetando seu futuro.

Muito obrigado.

Cesar Miranda Ribeiro

Presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som


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