Cinco anos à frente da F.MIS: uma gestão que conectou memória, inovação e futuro

  • 11/02/2026

Cinco anos à frente da F.MIS: uma gestão que conectou memória, inovação e futuro

Neste 11 de fevereiro de 2026, o presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, Cesar Miranda Ribeiro, completa cinco anos à frente da instituição. O período marca uma das fases mais intensas e transformadoras da história da F.MIS, caracterizada pela retomada pós-pandemia, pela ampliação do acesso ao acervo, pelo fortalecimento institucional e pela consolidação do museu como referência nacional em memória audiovisual, inovação e diálogo com a sociedade.

Quando assumi a presidência, em 2021, tinha clareza de que nosso maior desafio era manter viva a memória sem perder de vista o presente e o futuro. Esses cinco anos foram construídos com muito trabalho coletivo, escuta, inovação e compromisso com a cultura pública. Chegamos à marca de cerca de 860 ações realizadas desde então, o que mostra a potência de uma instituição viva, que cresce com as pessoas e para as pessoas”, destaca Cesar.

2021: reabertura, reconstrução e retomada

O primeiro ano da gestão foi marcado pela reabertura do museu após o período crítico da pandemia da COVID-19. Em junho de 2021, a F.MIS foi reinaugurada, simbolizando não apenas o retorno das atividades presenciais, mas também um novo ciclo institucional. Ainda em 2021, foi criada a Rádio MIS RJ, portal de notícias, conteúdos e atualizações sobre as realizações do museu. Nesse mesmo ano, foi realizado o levantamento da coleção José Wilker, com mais de 8.400 livros catalogados, ampliando de forma significativa o patrimônio bibliográfico da Fundação.

A programação cultural ganhou força com o lançamento do programa “Frequência MIS”, que passou a abordar temas variados conectados ao acervo, e com a inauguração das exposições “O encanto e a beleza da querida Carmen Miranda”, com 40 aquarelas do artista peruano Alfonso Málaga Cuba, e “Pixinguinha eterno, carinhoso mestre”. A série “Depoimentos para a Posteridade” também foi retomada com força, reunindo nomes como Hamilton de Holanda, Ricardo Cravo Albin e Maria da Penha.

2022: expansão territorial e fortalecimento de políticas culturais

Em 2022, a F.MIS avançou de forma decisiva na interiorização da cultura. O lançamento do edital EXPO MIS destinou R$ 500 mil para a circulação de exposições em diferentes cidades do estado. A inauguração oficial da Biblioteca Almirante, na sede da Lapa, consolidou o museu como polo de pesquisa e conhecimento.

O ano contou ainda com exposições como “Aníbal Augusto Sardinha, para sempre Garoto”, “Pelas Ondas do Rádio”, “Rádio Negro” e “O MIS bate um bolão”, além da estreia da segunda temporada do “Frequência MIS”. A Fundação esteve presente na primeira edição do Festival de Cinema de Vassouras e iniciou o curso de Introdução ao Cinema de Animação, em parceria com o CTAv. A participação no Rio Innovation Week, com a mesa “E o MIS?”, reforçou o diálogo entre memória, tecnologia e inovação. Depoimentos históricos, incluindo uma conexão inédita com a Antártica em comemoração aos 40 anos do PROANTAR, marcaram o ano.

2023: inovação, internacionalização e novos espaços

Em 2023, a F.MIS ampliou sua presença internacional com a participação do presidente no Festival Internacional de Cartagena das Índias, na Colômbia. No campo institucional, foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica com o Renascença Clube, e o museu recebeu o músico Ivan Lins para a assinatura do Termo de Doação de seu acervo.

O ano foi marcado por exposições como “Nossas sensações não são nossas”, “Trilhas da memória” e “Retratos Povos da Floresta”, além de uma gravação histórica realizada no NAM Atlântico, maior navio da Marinha do Brasil, em homenagem ao centenário de Emilinha Borba. Outro marco foi a inauguração do Estúdio Chacrinha de Podcast/Videocast da Rádio MIS RJ, e a formatura dos alunos do curso de animação. A Fundação celebrou ainda a marca de 1.109 Depoimentos para a Posteridade desde 1966.

2024: planejamento, patrimônio e diversidade de narrativas

Em 2024, a gestão avançou na organização institucional com a primeira atualização do Plano Museológico (2023–2028). O acervo foi ampliado com a assinatura do Termo de Doação da Coleção José Wilker e com a incorporação de documentos de músicos das décadas de 1940 e 1950, doados pelo Sindicato dos Músicos.

A programação contou com exposições como “Drops Cinematográficos”, “Heranças: 150 anos da imigração italiana no Brasil” e “Faces de Marlene”. A F.MIS também atuou em ações de cidadania, arrecadando doações para as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul, e participou do primeiro Festival Internacional de Cinema de Paraty, com a Mostra José Wilker.

2025: celebração dos 60 anos e consolidação institucional

O ano de 2025 foi emblemático, marcado pela celebração dos 60 anos da Fundação. Exposições de grande público, como “Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão” e “Janete Clair 100 Anos – A Usineira de Sonhos”, reforçaram o protagonismo cultural da F.MIS. A inauguração da primeira Fototeca Estadual do Rio de Janeiro consolidou a instituição como referência na preservação da memória visual.

Como parte das comemorações de seis décadas de atuação, a Fundação realizou a entrega do Troféu Golfinho 60 Anos, honraria especial que premiou personalidades, instituições e agentes públicos cuja atuação foi determinante para a cultura, a memória e o fortalecimento das políticas culturais no Brasil, com destaque para o estado do Rio de Janeiro. A iniciativa reafirmou o papel histórico da F.MIS no reconhecimento daqueles que contribuem de forma decisiva para a construção e preservação da identidade cultural brasileira.

Projetos como a ampliação da Rádio MIS RJ, a abertura do Estúdio Chacrinha à sociedade, o fortalecimento do “Essência MIS” e iniciativas inéditas como o primeiro depoimento realizado por uma inteligência artificial, Orion Nova, reafirmaram o museu como espaço de inovação. O ano também foi marcado por ampla atuação territorial, nacional e internacional, além de reconhecimentos institucionais, como o certificado IPCEAT de Eficiência em Economia Criativa. A F.MIS também realizou uma live especial com o tema “Inteligência Artificial e o setor museal: o impacto da IA nas atividades de um museu, responsabilidades, aplicações e tendências futuras”. Com duas horas de duração, a transmissão reuniu especialistas das áreas de museologia, tecnologia e inovação em uma conversa de alto nível transmitida pelo canal oficial da instituição no YouTube. A iniciativa busca fomentar o debate sobre os caminhos da cultura e do patrimônio em tempos de transformação digital.

Outro marco histórico alcançado em 2025 foi a retirada de todos os acervos das caixas, com a totalidade dos materiais devidamente catalogados e organizados, tornando o acervo da Fundação plenamente acessível ao público, pesquisadores e à sociedade. A conquista simboliza décadas de trabalho técnico e institucional e representa um avanço definitivo na democratização do acesso à memória audiovisual preservada pela F.MIS.

Outra ação importante de 2025 foi a realização do 1º Concurso Fotográfico da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, iniciativa inédita voltada para estudantes maiores de 18 anos, matriculados na rede pública de ensino básico ou superior do estado. O concurso reconheceu jovens talentos da fotografia fluminense e reforçou o compromisso da F.MIS com a valorização da memória, da cultura e da criatividade presentes em todo o território do Rio de Janeiro, ampliando o diálogo do museu com novas gerações e estimulando a produção de novos olhares sobre a realidade cultural do estado.

No cenário internacional, a F.MIS promoveu intercâmbio cultural e acadêmico na Argentina, ampliando o diálogo com museus, centros culturais, escolas e universidades. Como parte dessa agenda, o presidente participou da celebração do terceiro ano do Festival Hola Rio, realizada durante o Festival Internacional de Jazz de Córdoba. Também concedeu entrevista à Rádio LV16, tradicional emissora da cidade, conheceu os espaços do Centro Cultural de Córdoba e foi recebido na Agência Córdoba Cultura para uma reunião cultural e institucional com o presidente da instituição, Raúl Sansica.

2026: projeção internacional e novos caminhos

Em 2026, a gestão segue avançando. Cesar Miranda Ribeiro foi indicado para integrar o Programa Embaixadores do Rio, ampliando a projeção institucional da F.MIS no Brasil e no exterior. A implantação da MIA – Memória e Inteligência Artificial inaugura uma nova etapa no uso de tecnologia aplicada à preservação do acervo. Em breve, o museu inaugura a exposição “Carnaval: Uma Paixão Carioca”, que propõe um olhar ampliado sobre o carnaval como expressão identitária do Rio de Janeiro.

Em breve, também será inaugurado o tão esperado MIS Copacabana. Essa ação representa muito mais do que a entrega de um novo edifício. O projeto simboliza a força da persistência, o cuidado com o patrimônio público e a certeza de que a cultura é um elemento essencial na construção da identidade de um povo.

A nova sede do MIS se consolida como um dos principais equipamentos culturais do Rio de Janeiro. Sua conclusão reflete o compromisso de uma gestão que entende a cultura como memória em movimento e como ferramenta de educação, pertencimento e projeção de futuro.

Ainda em 2026, a F.MIS apoiará festivais de cinema, como o de Cartagena, na Colômbia, o Festival Internacional de Cinema de Paraty e o 8º Festival Santa Cruz de Cinema, no Rio Grande do Sul. Essas ações demonstram a capacidade do museu de atuar como uma célula viva entre a preservação e o apoio contínuo ao cinema nacional.

Ao completar cinco anos à frente da Fundação, a gestão de Cesar Miranda Ribeiro se consolida como um período de reconstrução, expansão e inovação, reafirmando a F.MIS como um museu público, democrático e em permanente diálogo com o tempo presente, sem jamais perder de vista sua missão essencial, preservar, valorizar e difundir a memória cultural brasileira.

Publicado em 11/02/2026 por Marcelo Egypto


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