Clássico “Copacabana Palace”, de 1962, ganha exibição gratuita da F.MIS na Sala Mário Tavares, no Theatro Municipal
- 31/03/2026
A Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro realiza, no próximo dia 8 de abril de 2026, às 19h, a exibição especial do filme Copacabana Palace (1962), dirigido por Steno, em parceria com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o Istituto Italiano di Cultura di Rio de Janeiro. A sessão acontece na Sala Mário Tavares e contará, após a exibição, com um debate com o cineasta Cavi Borges e a Superintendente de Audiovisual da SECEC-RJ, Taíla Borges, com mediação de Felipe Haurelhuk, abordando temas como cinema, memória, preservação e a construção do imaginário do Rio de Janeiro.
“Exibir um filme como ‘Copacabana Palace’ é revisitar uma imagem do Rio que ajudou a construir a forma como a cidade é vista no mundo. Ao trazer essa obra para o público, a F.MIS reafirma seu compromisso com a preservação da memória audiovisual e com o acesso à cultura, promovendo encontros que ampliam o olhar sobre a nossa identidade”, destaca Cesar Miranda Ribeiro, presidente da Fundação.
A presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Clara Paulino, também ressaltou a importância da parceria e do momento cultural. “Para nós, do Theatro Municipal, é um prazer realizar essa parceria com a F.MIS na exibição de um filme tão importante, que é um marco para a história da cultura e da música do Rio de Janeiro. Trata-se de uma obra emblemática, que traz, inclusive, uma canção inédita de Tom Jobim. É um momento muito significativo para a cultura do estado e especialmente para o Theatro”, afirmou.
Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 1960, o longa apresenta imagens em Technicolor que capturam a atmosfera da cidade em um período emblemático de sua história. Cenários icônicos como o Aeroporto Santos Dumont e o próprio Copacabana Palace compõem a narrativa, que se desenrola durante o Carnaval carioca. A trilha sonora reúne grandes nomes da música brasileira como Antônio Carlos Jobim, João Gilberto e Luiz Bonfá, que interpretam a si mesmos no filme.
Entre os destaques, está a canção Samba do Avião, composta especialmente por Tom Jobim para o longa e que se tornaria um dos grandes clássicos da bossa nova e da cultura carioca. A obra dialoga diretamente com a memória afetiva da cidade, reunindo música, paisagem e narrativa em uma representação singular do Rio de Janeiro.
O cineasta Cavi Borges destacou a grande procura do público e a relevância simbólica da exibição. “Fiquei muito feliz com o evento, especialmente com os ingressos esgotados em tão pouco tempo. O filme fala sobre um lugar icônico, e ser exibido no Theatro Municipal potencializa ainda mais essa experiência. Estou muito ansioso para o debate, o Rio vive um momento muito positivo, com a abertura de novos espaços de exibição. A F.MIS representa exatamente esse trabalho contínuo de preservação e memória”, disse.
Durante o Carnaval carioca, diferentes histórias se cruzam no hotel Copacabana Palace, três ladrões planejam roubar joias do cofre do hotel, enquanto três aeromoças tentam se aproximar de ídolos da bossa nova e um príncipe busca flagrar a infidelidade da esposa, compondo uma trama leve e dinâmica que mistura romance, humor e música. Produzido em 1962, o filme tem direção de Steno, duração de 83 minutos e classificação indicativa de 14 anos, contando com atuações de Sylva Koscina, Walter Chiari e Mylène Demongeot.
A Superintendente de Audiovisual da SECEC-RJ, Taíla Borges, destacou o papel do cinema como registro histórico e sensível do tempo. “Eu sempre fui uma grande apaixonada pela História, aquela com H, mas foi com as artes que aprendi a contar estórias sem o H. O audiovisual nos permite registrar, por meio dessas narrativas, um olhar histórico sobre o tempo retratado. Para além de um filme, ele se torna, com o tempo, um fragmento em movimento daquilo que um dia deixará de existir. Tenho certeza de que a exibição de Copacabana Palace nos proporcionará esse prazer de apreciar uma boa história enquanto revisitamos o nosso Rio antigo”, afirmou.
A coordenadora do setor de Cinema da F.MIS, Juliana Botelho, reforçou o papel institucional da iniciativa. “Eventos como esse evidenciam a importância das instituições públicas culturais. A F.MIS tem como missão não apenas preservar acervos valiosos, mas também torná-los acessíveis à população. Um filme como ‘Copacabana Palace’, que por vezes foi apagado da memória coletiva, merece esse protagonismo. Preservar e difundir essa obra é também resgatar a história carioca”, destacou.
A exibição reforça o compromisso da F.MIS com a difusão do patrimônio audiovisual e com a promoção de experiências culturais acessíveis ao público. Ao ocupar um espaço simbólico como o Theatro Municipal, o evento amplia o diálogo entre instituições culturais e fortalece a circulação de obras que marcaram a história do cinema e da música brasileira.
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