Festival do Minuto celebra 35 anos e inspira iniciativas de fomento ao audiovisual como o futuro projeto da F.MIS

  • 11/04/2026

Festival do Minuto celebra 35 anos e inspira iniciativas de fomento ao audiovisual como o futuro projeto da F.MIS

Em 2026, o Festival do Minuto completa 35 anos como uma das iniciativas mais inovadoras e democráticas do audiovisual mundial. Criado em 1991, no Brasil, o festival foi pioneiro ao propor o desafio da síntese narrativa em vídeos de até 60 segundos, reunindo produções de amadores e profissionais e inspirando formatos semelhantes em mais de 50 países.

Ao longo de sua trajetória, o festival acompanhou as transformações tecnológicas e culturais do audiovisual, ampliando o acesso à produção e à difusão de conteúdos. “O Festival do Minuto é uma referência fundamental quando pensamos na democratização do audiovisual. Ele mostra que é possível contar grandes histórias em pequenos formatos e dialoga diretamente com o trabalho que desenvolvemos na F.MIS, de preservação, incentivo e valorização da produção audiovisual”, destaca Cesar Miranda Ribeiro.

Com um acervo que ultrapassa 35 mil vídeos, o festival passou de envios por correio, nos anos 1990, para uma plataforma totalmente online a partir de 2007, ampliando sua abrangência e participação. Além disso, promove ações educativas e a Rede Melhores Minutos, que exibe anualmente os destaques em centenas de espaços culturais pelo país, incluindo museus, escolas e cineclubes.

Entre as diversas categorias, o tema “Mulheres que carregam” propõe reflexões sobre a força e as múltiplas experiências femininas. A fotógrafa Natália Ribeiro participa com o curta “Glicemia em Cores”, que aborda sua vivência com o diabetes tipo 1 por meio de uma linguagem sensível e simbólica. O vídeo pode ser assistido em: https://festivaldominuto.com.br/pt-BR/contents/582...

“O curta surgiu quando vi o anúncio do tema ‘Mulheres que carregam’. Na hora, pensei em como sou uma mulher que carrega o diabetes no dia a dia, mas não sabia exatamente como construir essa história de uma maneira menos clínica ou dolorosa”, conta. A partir dessa inquietação, ela buscou construir uma narrativa poética: “Em um domingo, enquanto regava meu cacto, percebi como suas pontas se pareciam com a agulha da minha insulina, que me traz vida. Foi assim que pensei em unir a natureza a essa condição”.

A obra explora contrastes entre cuidado e dor, vida e rotina. “O curta traz uma noção meio irônica, como se eu tivesse sido abençoada pela minha condição de diabetes, utilizando elementos da natureza e também o aspecto mais explícito da ‘violência’ da doença dentro de uma poética quase profética”, explica. Diagnosticada aos 18 anos, em 2019, ela complementa: “Conviver com o diabetes é atravessar montanhas-russas todos os dias. É uma relação com algo que me mantém viva, mas que também machuca o meu corpo”.

A trajetória do Festival do Minuto também evidencia a importância de iniciativas que ampliem o acesso à criação e à difusão audiovisual, um caminho que dialoga diretamente com o trabalho da Fundação. Nesse contexto, a instituição desenvolve o planejamento de um festival de curtas próprio, voltado ao estímulo de novos realizadores e à valorização de narrativas contemporâneas.

A realização de um projeto como esse fortalece o ecossistema cultural ao criar espaços de experimentação, visibilidade e formação. Inspirada por iniciativas consolidadas como o Festival do Minuto, a proposta da F.MIS reafirma o compromisso da instituição com a inovação, a democratização do acesso e a preservação da memória audiovisual, conectando tradição e futuro em um mesmo movimento.

Publicado em 11/04/2026 por Marcelo Egypto


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