Presidente da F.MIS participa de painel sobre melodrama latino-americano no FICCI 65, em Cartagena

  • 16/04/2026

Presidente da F.MIS participa de painel sobre melodrama latino-americano no FICCI 65, em Cartagena

Em Cartagena das Índias, durante a 65ª edição do Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias (FICCI), o presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som, Cesar Miranda Ribeiro, participou do painel “Retrospectiva FICCIA Años 60: el melodrama como síntoma social”, ao lado de María Alché e Andrés Felipe Ardila, com mediação de Manuel Zuluaga e tradução de Karolyne Lins, da IBRACO. O debate foi realizado no Salón Mutis AECID e reuniu reflexões sobre o papel do melodrama na história e na construção do cinema latino-americano.

“O melodrama sempre foi uma linguagem potente de comunicação com o público. No Brasil, ele se manifesta de forma muito própria, atravessando o cinema e chegando com força às telenovelas, que ultrapassaram fronteiras e barreiras linguísticas. Essa capacidade de dialogar com diferentes públicos revela não apenas a força narrativa do gênero, mas também sua importância cultural e social”, destacou Cesar.

A conversa partiu de uma retomada histórica do próprio festival, ressaltando suas origens populares e sua relação com o cinema de gênero, especialmente o melodrama, frequentemente associado à cultura de massa. A partir desse ponto, o painel propôs um diálogo entre arquivo, forma e recepção, analisando obras que hoje são consideradas fundamentais para o cinema latino-americano dos anos 1960.

Entre os filmes abordados estiveram clássicos como O Pagador de Promessas, Alborada en Cartagena, Los Caifanes, Queimada! e El dependiente, discutidos como expressões iniciais de tensões sociais que antecederam transformações políticas e culturais marcantes no final da década de 1960, incluindo o surgimento do Novo Cinema Latino-Americano.

Durante sua participação, Cesar destacou a evolução do melodrama no Brasil e a pluralidade de gêneros que compõem o audiovisual nacional, ressaltando como o país desenvolveu uma linguagem própria, capaz de dialogar tanto com tradições populares quanto com produções de caráter mais autoral.

O debate também abordou questões como a relação entre legitimidade artística e apelo popular, o potencial político do melodrama e a forma como o cinema latino-americano se apropriou e ressignificou gêneros ao longo de sua história, não apenas como imitação, mas como reinterpretação crítica e expressão de identidade.

A participação da F.MIS no painel reforça o papel da instituição no cenário internacional, contribuindo para discussões relevantes sobre memória, linguagem e preservação audiovisual, além de destacar o protagonismo do Brasil no desenvolvimento e na difusão de narrativas que atravessam gerações e fronteiras.

Publicado em 16/04/2026 por Marcelo Egypto


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