F.MIS participa do 7º Simpósio Nacional do Rádio e reforça debate sobre preservação da memória radiofônica brasileira
- 19/05/2026
Entre os dias 20 e 22 de maio, acontece no Edifício Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro, o 7º Simpósio Nacional do Rádio, promovido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em parceria com o Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom. Com o tema “Rádio Nacional 90 anos: memória, inovação e futuros da mídia sonora”, o encontro reunirá pesquisadores, profissionais e estudantes para discutir os caminhos do rádio e das novas mídias sonoras no Brasil.
“A preservação da memória radiofônica brasileira é fundamental para compreendermos a formação cultural do país e os processos de comunicação que atravessaram gerações. A Rádio Nacional ocupa um lugar central nessa história, e a F.MIS tem orgulho de salvaguardar parte significativa desse patrimônio”, destaca o presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som, Cesar Miranda Ribeiro.
Na quinta-feira, 21/5, dentro da programação do simpósio, Cesar participará da Mesa 1, com o tema “Importância histórica dos acervos das emissoras públicas e privadas: como preservar e ativar?”. A mesa contará também com a presença da Gerente de Acervo da EBC, Maria Carnevale, e terá mediação de Dylan Araujo. O debate propõe reflexões sobre os desafios da preservação, ativação e difusão de acervos radiofônicos em meio às transformações tecnológicas e aos novos formatos de circulação sonora.
A participação da F.MIS no simpósio ganha relevância especialmente pela importância da Coleção Rádio Nacional, salvaguardada pela instituição. O acervo reúne mais de 53 mil itens distribuídos entre os setores Sonoro, de Partituras e Textual, além de milhares de outros registros relacionados à emissora presentes em diferentes áreas do museu. Entre os materiais preservados estão partituras, programas sonoros, documentos históricos, fotografias, registros de auditórios lotados e imagens de grandes artistas e radialistas que marcaram a era de ouro do rádio brasileiro.
Fundada em 1936, a Rádio Nacional foi responsável por transformar a radiodifusão em um fenômeno cultural de alcance nacional, consolidando formatos, linguagens e programas que atravessaram décadas da comunicação brasileira. Programas de auditório, radionovelas, grandes orquestras e nomes históricos como Almirante, Paulo Gracindo e Heron Domingues ajudaram a construir um imaginário coletivo que permanece vivo na memória afetiva do país.
Em 1972, os acervos sonoros e de partituras da Rádio Nacional foram doados ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, fortalecendo a missão da instituição na preservação da história da comunicação brasileira. Mais recentemente, entre junho de 2025 e abril de 2026, a F.MIS realizou a exposição “F.MIS RJ, 60 anos nas ondas da Rádio Nacional”, destacando grandes nomes da emissora e reafirmando a relevância histórica desse patrimônio cultural.
A atuação da F.MIS nesse debate também dialoga diretamente com iniciativas desenvolvidas pela própria instituição, como a Rádio MIS RJ, emissora web criada em 2021 pela atual gestão com a missão de resgatar, preservar e difundir o patrimônio fonográfico brasileiro salvaguardado pelo museu. Sem fins lucrativos, a rádio utiliza as ferramentas digitais para aproximar o público da memória musical e radiofônica nacional, reunindo composições históricas, programas especiais, notícias e conteúdos de pesquisa. Ao conectar acervo, tecnologia e difusão cultural, a Rádio MIS RJ mantém o papel da Fundação na construção de novas formas de acesso à memória e no fortalecimento da comunicação pública e cultural no ambiente digital.
A Fundação Museu da Imagem e do Som amplia sua atuação no debate contemporâneo sobre memória, preservação e inovação na mídia sonora. Em um momento de profundas transformações tecnológicas e culturais, a participação da instituição reforça a importância dos acervos históricos como ferramentas de pesquisa, identidade e construção de futuro.
Publicado em 19/05/2026 por Marcelo Egypto



