Cultura popular, memória afetiva e identidade brasileira marcam debate promovido pela F.MIS sobre o universo brega
- 26/05/2026
A Fundação Museu da Imagem e do Som realizou, na última sexta-feira, 22/5, o evento “Cafona é quem? O brega como patrimônio emocional brasileiro”, reunindo o público na Sala Glauber Rocha, na sede da Praça XV da instituição. O encontro promoveu reflexões sobre memória afetiva, identidade cultural, estética popular e os preconceitos historicamente associados ao chamado “brega”, reafirmando a importância dessas manifestações na construção da cultura brasileira.
“Discutir o chamado ‘brega’ é também discutir pertencimento, memória afetiva e a forma como a cultura popular atravessa gerações. Ver a Sala Glauber Rocha cheia para um debate como esse mostra que existe um grande interesse do público em revisitar essas expressões culturais sob um novo olhar, livre de preconceitos e aberto à diversidade das sensibilidades brasileiras”, destacou o presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som, Cesar Miranda Ribeiro.
Participaram da mesa o jornalista e mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais, Marcelo Moutinho, o jornalista e escritor Silvio Essinger e o historiador e jornalista Paulo Cesar Araújo, autor de importantes estudos sobre música popular brasileira e cultura de massa. Ao longo do encontro, os convidados debateram as relações entre gosto, classe social, emoção e reconhecimento cultural, refletindo sobre como o “cafona” se reinventa e permanece presente na cultura contemporânea.
O debate também abordou o papel da música popular e das manifestações consideradas “marginais” na formação da memória coletiva brasileira, propondo uma valorização das experiências afetivas ligadas ao rádio, à televisão, à música romântica e ao universo popular que marcou diferentes gerações.
Além do debate, a programação especial dedicada ao universo brega também ganhou espaço na Rádio MIS RJ. A emissora web da Fundação criou uma playlist especial com clássicos do gênero, que foi transmitida na programação da rádio e ambientou o evento na Sala Glauber Rocha, ampliando a experiência afetiva e musical do público presente. No dia seguinte ao encontro, foi ao ar o programa “Essência MIS – Música Brega”, fruto da parceria entre a F.MIS e a Rádio Roquette-Pinto. O programa especial revisitou artistas e canções marcantes do gênero, como Amado Batista, Odair José, Reginaldo Rossi, Sidney Magal, Waldick Soriano, Elymar Santos e Wando, propondo uma reflexão sobre a força emocional e cultural da música brega na construção da memória afetiva brasileira.
Além da grande participação do público, o encontro teve um momento especial ao final da programação. O presidente Cesar convidou oficialmente o jornalista e historiador Paulo Cesar Araújo para integrar a série “Depoimentos para a Posteridade”, projeto histórico da F.MIS dedicado ao registro da memória cultural brasileira. Surpreso e emocionado, Paulo Cesar aceitou prontamente o convite, celebrando a iniciativa da Fundação.
Promovendo o evento “Cafona é quem? O brega como patrimônio emocional brasileiro”, a F.MIS valoriza a diversidade cultural, a memória afetiva e as expressões populares brasileiras, fortalecendo espaços de diálogo e reflexão sobre identidade, cultura e patrimônio.
Publicado em 26/05/2025 por Marcelo Egypto







